Encontravam-se sempre na fronteira entre as duas Coreias. — A minha Coreia do Sul é muito melhor do que a sua, do Norte. — Não é. — É. — Não é. — Claro que é. — Ah, é? Diz por quê. E o sujeito desfiou um rosário de garantias individuais, vantagens econômicas, liberalismo político, "Parasita" etc. — Pô, impressionante. — Sua vez. Fala uma, veja bem, uma, só uma vantagem dessa sua Coreiazinha do Norte ditatorial. — Bom, aqui não tem K-Pop. E assim o PTC ganhou mais um membro.
Consultório de endocrinologia, final do dia. — É, senhor. — Que que há, doutor? Não me esconda nada. — Mas, nem que eu quisesse. — Como assim? — Como "como assim"? O senhor não tem espelho? — Não me diga que eu sou... — Obeso. — Eu ia dizer "lindo". Mas tarde, numa mesa de bar, confessaram-se: o endócrino sempre tivera uma queda por gordinhos, e o gordinho alimentava(-se — também — de) fetiches médicos. Entre coxinhas e croquetes, foram feliz para sempre.
Lembram daquele alquimista indiano que criou a fonte da juventude? Pois é: ele acaba de ser condenado em Haia por genocídio. Também, poxa, entre tantos países, ele tinha que instalar essa fonte logo na Índia? Segundo a ONU, o país concentra 24% das mortes neonatais do mundo. Era um tal de o povo entrar na fonte, voltar a ser bebê e morrer, que não teve jeito. Abrir filiais da fonte no Afeganistão, recordista em mortalidade infantil pela média histórica de 1995 até 2010, e no Paquistão, onde 1 em cada 22 neonatos não vê o amanhã, também não ajudou. E, para piorar, os "neojovens" que não morreram passaram a engrossar as estatísticas mundiais de tráfico, trabalho, abandono e casamento infantil. Mas, segundo observadores internacionais, a gota d'água foi o alquimista ter entrado na corte assoviando "Forever Young". Perdoa-se tudo, menos o deboche.
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