Armariologista

Consultório de endocrinologia, final do dia.

— É, senhor.
— Que que há, doutor? Não me esconda nada.
— Mas, nem que eu quisesse.
— Como assim?
— Como "como assim"? O senhor não tem espelho?
— Não me diga que eu sou...
— Obeso.
— Eu ia dizer "lindo".

Mas tarde, numa mesa de bar, confessaram-se: o endócrino sempre tivera uma queda por gordinhos, e o gordinho alimentava(-se — também — de) fetiches médicos.
 
Entre coxinhas e croquetes, foram feliz para sempre.

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