Ramoneando
Era um daqueles raros dias frios e chuvosos que caem sobre o Rio de Janeiro.
Num ponto de ônibus lotado, um homem, já cansado de esperar, crispa-se de alegria ao ver sua condução apontando na esquina.
Todo satisfeito, ele toma à frente de todos e faz sinal, erguendo o braço esticado.
A condução, porém, passa por ele e vai.
Incrédulo, o homem, ainda com o braço esticado no alto, só tem tempo de gritar:
— HEY... Ô...
Instintivamente, todos no ponto de ônibus responderam:
— LET'S GO.
Naquele mesmo dia, todos os terminais de ônibus foram depredados, num ataque tão organizado que pareceu um Blitzkrieg — e nem o BOPE deu jeito.
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